Políticas de Gestão do Trabalho em Saúde Mental: Avanços, Contradições e Perspectivas

Autores

  • Ana Paula Santos Resende Enfermeira. Graduada e bacharelada em Enfermagem pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU); pós graduada em Neonatologia e Pediatria pelo CEEN - PUC Goiás. Atua na área de Regulação de Exames de Alta Complexidade no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU/ Ebserh). Minas Gerais (MG); Brasil. https://orcid.org/0009-0003-1166-2587
  • Allana Sousa Negreiros Carolino Barros Bacharel em Enfermagem pela União de Ensino Superior de Campina Grande - UNESC Faculdades; Pós Graduada em Urgência; Emergência e UTI pela Faculdade Novo Horizonte - FNH. Atualmente atua como Enfermeira e Coordenadora do Núcleo interno de regulação- NIR; do Hospital Municipal Pedro I; localizado em Campina Grande - PB; Brasil. https://orcid.org/0009-0001-5434-6918
  • Marcos de Andrade Soares Enfermeiro. Bacharelado em Enfermagem pela Universidade do Leste de Minas Gerais (UNILESTE-MG); pós graduado em Enfermagem do Trabalho pela UNILESTE-MG; Especialista em MBA em Gestão Hospitalar pela Uninter; Especialista em Gestão Pública Municipal pela FURG Rio Grande RS; Especialista em Informática na Saúde pela UFRN; Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador pela Universidade Federal de Uberlândia. Atua como Chefe da Unidade de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (USOST) no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU/ Ebserh). Minas Gerais (MG); Brasil. https://orcid.org/0009-0008-9704-0442
  • Edgar José Pereira Enfermeiro. Bacharelado em Enfermagem pela Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC Uberlândia); pós graduado em Administração Hospitalar e em Auditoria em Sistema de Saúde pela Associação do Vale do Itajaí-Mirim. Atua como Chefe do Setor de Abastecimento Farmacêutico e Suprimentos - SAFS/HC-UFU no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU/Ebserh). Minas Gerais (MG); Brasil. https://orcid.org/0009-0004-6059-2084
  • Mônica Rodrigues da Silva Enfermeira; Doutora em Atenção à saúde pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro; MG. Mestre em Enfermagem Psiquiátrica pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto-USP. Especialista em Saúde Coletiva pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto-USP. Professora Associada da Universidade Federal de Uberlândia-UFU-MG. https://orcid.org/0000-0003-1661-6312
  • Chaiene Caroline de Menezes Fortes Enfermeira; graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2005). Pós-graduada em trauma; emergência e terapia intensiva pela Fundação Lucas Machado - FELUMA/Fac. Ciências Médica(2009) e mestre em Saúde da Mulher e da Criança pela Universidade Federal Fluminense – MPEA (2025). É enfermeira do quadro efetivo federal há 20 anos atuando desde 2016 do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CE-FET-MG) na área de atendimento clínico de enfermagem; promoção e prevenção à saúde de alunos e servidores. Tem grande atuação prática e legislativa na área de enfermagem no ambiente escolar sendo colaboradora do COREN-MG para temática escolar https://orcid.org/0009-0008-0500-7320
  • Silvia Ximenes Oliveira Enfermeira. Doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas Santa Casa de São Paulo. Docente do Centro Universitário de Patos – UNIFIP. https://orcid.org/0000-0003-0589-6806
  • Marcos Vinicius Sanford Frota Filho Graduado em Economia pela UFC. Mestre em Logística e Pesquisa Operacional pela UFC.

DOI:

https://doi.org/10.36489/nursing.2025v30i326p11172-11183

Palavras-chave:

Saúde Mental, Gestão em Saúde, Políticas Públicas, Trabalho, Serviços e Recursos Humanos em Instituições de Saúde

Resumo

O estudo objetivou analisar os principais desafios, avanços e contradições relacionados à gestão do trabalho em saúde mental no Brasil, a partir de uma revisão integrativa da literatura publicada entre 2015 e 2025. Os achados evidenciaram que, apesar da ampliação da rede substitutiva e da consolidação dos Centros de Atenção Psicossocial, persistem barreiras estruturais que comprometem a qualidade do cuidado psicossocial. Destacam-se a precarização das condições laborais, a sobrecarga assistencial, a insuficiência de políticas de valorização profissional e as desigualdades regionais na distribuição de recursos humanos. Além disso, identificou-se que os processos de terceirização e as reformas neoliberais intensificaram a vulnerabilidade dos trabalhadores, gerando sofrimento ético, burnout e impactos sobre a continuidade do cuidado. Conclui-se que é imprescindível fortalecer políticas públicas que assegurem gestão participativa, suporte institucional e estratégias intersetoriais que articulem saúde, educação e proteção social, para promover ambientes de trabalho mais saudáveis e qualificados.

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Referências

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Publicado

2025-09-12

Como Citar

Resende, A. P. S., Barros, A. S. N. C., Soares, M. de A., Pereira, E. J., Silva, M. R. da, Fortes, C. C. de M., Oliveira, S. X., & Filho, M. V. S. F. (2025). Políticas de Gestão do Trabalho em Saúde Mental: Avanços, Contradições e Perspectivas. Nursing Edição Brasileira, 30(326), 11172–11183. https://doi.org/10.36489/nursing.2025v30i326p11172-11183

Edição

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Revisão Integrativa

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