Profissionais da Enfermagem são vacinados contra a COVID-19

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Em 18 de janeiro, o Brasil iniciou a Campanha de Vacinação Contra a COVID-19. Após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pelo uso emergencial da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantã com o laboratório chinês Sinovac, e AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford com a Fiocruz. Os dois imunizantes são os primeiros aprovados no país no combate à COVID-19.

Com o início da vacinação, profissionais da saúde recebem as doses imunizantes, respeitando a classificação por grupo prioritário. Segundo o mais novo comunicado do Ministério da Saúde, a fase 1 da campanha é voltada especificamente para: trabalhadores de saúde, pessoas de 60 anos ou mais e indivíduos com deficiência que vivem em instituições de longa permanência e população indígena.

Em várias cidades, de todas as regiões do país, enfermeiros/as e técnicos/as em enfermagem foram as primeiras pessoas a serem vacinadas como, por exemplo, em Araçatuba/SP, no Rio de Janeiro/RJ, Uberlândia/MG, Florianópolis/SC, Recife/PE, entre outras. Embora os profissionais da saúde/enfermagem façam parte do grupo prioritário, eles são exemplos no combate ao Coronavírus.

Profissionais imunizados

Um dos casos é do enfermeiro, de 35 anos, da cidade de Vitória/ES, Hugo Silva Ferreira, que atua no Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes (HUCAM – UFES) e tomou a vacina no último dia 21. De acordo com o profissional, a vacinação foi tranquila, sem filas e com agendamento prévio.

“Estou bastante convicto sobre a eficácia da vacina que é de 100% para casos graves. Que além de nos proteger, estejamos garantidos de também não transmitir e propagar o vírus durante nossa assistência”, enfatizou Hugo.

O profissional explicou ainda que em Espírito Santo a campanha de vacinação prioriza os profissionais da linha de frente (pronto Socorro e CTI), e que os demais enfermeiros e profissionais da saúde seguem aguardando um novo lote.

A técnica em enfermagem, Joanita Veiga de Souza, de 51 anos, foi vacinada no dia 20/01. O procedimento foi realizado com todos os cuidados de biossegurança e acompanhamentos os profissionais durante e após a vacinação.

“Eu confio na eficácia da vacina. Minha expectativa em relação à vacina para os profissionais da enfermagem é que nós estejamos imunizados para realizar os nossos cuidados com os pacientes e com mais otimismo, tendo a certeza que estaremos ali na linha de frente com a segurança que antes não tínhamos”, relatou a profissional.

Ambos os profissionais tomaram a CoronaVac.

Vacinas

De acordo com Felipe Folco, diretor médico da Cia da Consulta, a CoronaVac é uma vacina inativada, ou seja, age utilizando partículas virais mortas para expor o sistema imunológico do corpo ao vírus, sem arriscar uma resposta de doença grave. Esse método é mais tradicional e usado em vacinas bem conhecidas, como a da poliomielite e dengue.

Uma das principais vantagens da CoronaVac é que pode ser armazenada em uma geladeira padrão a 2 a 8 graus Celsius, como também acontece com a vacina Oxford, que é feita de um vírus geneticamente modificado que causa o resfriado comum em chimpanzés.

A vacina da Moderna deve ser armazenada a -20C e a vacina da Pfizer a -70, ou seja, tanto a CoronaVac quanto a vacina de Oxford-AstraZeneca são úteis em países em desenvolvimento e não possuem infraestrutura adequada.

“A vacinação não garante o retorno à vida como era antes da pandemia, já que não temos a certeza do nível de proteção que a vacinação traz (qualquer uma das vacinas já liberadas ou em fase final) quanto à infecção ou ao desenvolvimento de sintomas graves. Esse é o principal motivo para manter as medidas preventivas até que se observe a redução de casos e óbitos a níveis não epidêmicos”, explicou Felipe.

Também seria impossível controlar quais pessoas já foram vacinadas e quais não, enfraquecendo as ações populacionais de reforço na utilização de máscaras, distanciamento social e higienização.

Texto: Lilian Castilho / Imagem ilustrativa: Pixabay

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