Pesquisa clínica avalia eficácia de medicamento para pé diabético

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A Fiocruz Bio-Manguinhos dá início, agora em julho, a pesquisa clínica com o medicamento Heberprot-P® para o tratamento de pé diabético. A notícia foi divulgada nesta semana pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), que está entre as instituições participantes do processo. 

A medicação, desenvolvida em Cuba e aplicada no sistema de saúde do país desde 2007 como parte do programa de assistência primária a pacientes com úlcera neuroisquêmica nos pés, foi considerada promissora na revisão sistemática do International Working Group on the Diabetic Foot (IWGDF, Grupo Internacional de Trabalho de Pé Diabético, 2016), informa a SBD. No Brasil, esclarece o texto da entidade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exigiu estudo multicêntrico para avaliar a resposta do Heberprot-P® entre pacientes brasileiros.

Consultores nacionais e internacionais trabalharam na elaboração do protocolo para a pesquisa. Um grupo de 304 indivíduos será acompanhado no estudo. Metade destes pacientes receberá, no mínimo, 18 aplicações do fármaco, três vezes por semana, durante oito semanas, e o restante receberá placebo. A observação clínica será feita em até 24 semanas, quando os pesquisadores irão analisar a ação do Heberprot-P® na aceleração da granulação. 

“Esperamos que o estudo encontre soluções para questões que não foram respondidas nas pesquisas realizadas com o Heberprot-P® em Cuba. A perspectiva é que o medicamento possa acelerar a granulação e promover o fechamento da úlcera de forma integral, o que resultará em ganhos econômicos e sociais, com impactos diretos e indiretos sobre o Sistema Único de Saúde”, explica Dra. Hermelinda Pedrosa, presidente da SBD e investigadora principal da pesquisa, na matéria divulgada à imprensa. “O estudo tem alta complexidade de inclusão e exclusão, provenientes de um segmento de pacientes de difícil acompanhamento, portanto, demoram cerca de seis meses para obter dados de cada indivíduo”, conclui. 

De acordo com a SBD, a publicação dos resultados completos deve ser feita dentro de um ano e meio. 

FONTE: Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

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