Readaptação Funcional e Sofrimento Psíquico na Enfermagem: Análise Crítica Sobre a Gestão do Trabalho
DOI:
https://doi.org/10.36489/nursing.2026v31i333p13171-13179Palavras-chave:
Enfermagem, Saúde mental, Saúde da Trabalhador, Condições de trabalho, Gestão em saúdeResumo
Objetivo: Analisar as repercussões da readaptação funcional informal e do desvio de função na saúde mental de uma enfermeira do setor público. Método: Relato de experiência descritivo-reflexivo, fundamentado na vivência profissional em uma instituição pública de saúde. A análise foi realizada mediante a articulação da prática institucional com a literatura sobre saúde do trabalhador, enfermagem, gestão do trabalho e as diretrizes da Organização Mundial da Saúde. Resultados: A ausência de formalização pericial e de planejamento organizacional converteu a readaptação em um isolamento funcional. O ambiente administrativo, desprovido de suporte e com ambiguidade de papéis, atuou como novo estressor, intensificando o sofrimento ético-político e a desvalorização profissional. Conclusão: A readaptação, quando reduzida a um manejo administrativo sem amparo técnico, falha em seu caráter protetivo e agrava o adoecimento mental. Evidencia-se a necessidade de modelos de gestão que promovam ambientes laborais compatíveis com as condições dos profissionais de enfermagem.
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