ATUAÇÃO ESPECIALIZADA DA ENFERMAGEM NO MANEJO DE FERIDA COMPLEXA EM UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO

Ediléia de Jesus Sousa Barros¹

¹ Enfermeira. Especialista em Enfermagem Dermatológica com Ênfase em Feridas. Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil.

Autora correspondente: Ediléia de Jesus Sousa Barros
E-mail: edileia.jbarros@gmail.com
Telefone: (65) 99235-0351

RESUMO

Objetivo: Relatar a experiência da enfermagem especializada no manejo de uma ferida complexa em uma Unidade de Pronto Atendimento, destacando as intervenções realizadas, as limitações assistenciais e as estratégias adotadas para assegurar a continuidade do cuidado. Método: Relato de experiência assistencial, descritivo e reflexivo, elaborado a partir da atuação de uma enfermeira especialista durante o acompanhamento de uma pessoa adulta com ferida cavitária associada à osteomielite. A experiência foi sistematizada com base na avaliação clínica, no preparo do leito da ferida, nos registros assistenciais, na articulação multiprofissional e no encaminhamento ao serviço de referência. Foram preservados o anonimato, a privacidade e a confidencialidade da pessoa atendida. Resultado: A atuação especializada favoreceu a avaliação sistematizada, o manejo local, o monitoramento clínico, a elaboração de parecer técnico e a articulação da continuidade assistencial. Conclusão: A enfermagem especializada ampliou a segurança e a qualidade do cuidado, embora limitações estruturais tenham restringido a resolutividade da unidade.

DESCRITORES: Cuidados de enfermagem; Ferimentos e lesões; Cicatrização de feridas; Enfermagem em emergência; Serviços médicos de emergência.

INTRODUÇÃO

As feridas complexas representam importante desafio para os serviços de saúde, em razão da interação entre fatores locais e sistêmicos que podem comprometer a reparação tecidual, prolongar o tratamento e aumentar o risco de infecção, hospitalização, incapacidade funcional e redução da qualidade de vida. O manejo dessas lesões requer avaliação integral da pessoa, identificação da etiologia, reconhecimento dos fatores que interferem na cicatrização e planejamento de intervenções compatíveis com as necessidades clínicas e com os recursos assistenciais disponíveis.

A abordagem contemporânea das feridas complexas fundamenta-se na avaliação sistematizada e no preparo do leito da ferida. Esse processo contempla a identificação e o manejo de tecidos inviáveis, infecção ou inflamação, desequilíbrio da umidade e alterações das bordas, associados à investigação das condições clínicas, nutricionais, vasculares, funcionais e psicossociais da pessoa atendida. A aplicação desses princípios favorece a definição dos objetivos terapêuticos, o monitoramento da evolução e a tomada de decisão fundamentada em evidências científicas.

No âmbito da enfermagem, o cuidado às pessoas com lesões cutâneas compreende ações de promoção da saúde, prevenção de complicações, avaliação clínica, tratamento, reabilitação, educação em saúde e acompanhamento da evolução. O enfermeiro capacitado desempenha papel estratégico na elaboração do plano assistencial, na indicação de intervenções, na realização de procedimentos compatíveis com sua habilitação profissional, no registro clínico e na articulação com a equipe multiprofissional e com os diferentes pontos da rede de atenção à saúde.

Nas Unidades de Pronto Atendimento, o manejo de feridas complexas apresenta particularidades, uma vez que esses serviços são organizados prioritariamente para o atendimento de condições agudas, estabilização clínica e definição do encaminhamento assistencial. Entretanto, pessoas com lesões de difícil cicatrização podem procurar essas unidades diante de infecção, dor, deterioração da ferida, dificuldade de acesso à assistência especializada ou descontinuidade do tratamento. Nesse contexto, a elevada demanda, a indisponibilidade de determinados insumos e tecnologias e as dificuldades de transferência podem limitar a resolutividade e comprometer a continuidade do cuidado.

Apesar dessas limitações, a atuação especializada da enfermagem pode qualificar a avaliação clínica, favorecer o reconhecimento precoce da gravidade, direcionar os cuidados locais, produzir registros consistentes, fundamentar pareceres técnicos e articular o encaminhamento para serviços de referência. A sistematização dessa experiência mostra-se relevante por evidenciar que o manejo de feridas complexas no contexto da urgência ultrapassa a realização do curativo e envolve raciocínio clínico, gerenciamento do cuidado e integração entre os diferentes níveis de atenção.

Diante desse contexto, questiona-se: quais são as contribuições, as possibilidades e as limitações da atuação especializada da enfermagem no manejo de uma ferida complexa em uma Unidade de Pronto Atendimento? Assim, este estudo teve como objetivo relatar a experiência da enfermagem especializada no manejo de uma ferida complexa em uma Unidade de Pronto Atendimento, destacando as intervenções realizadas, as limitações assistenciais e as estratégias adotadas para assegurar a continuidade do cuidado.

MÉTODO

Trata-se de um relato de experiência assistencial, de natureza descritiva e reflexiva, elaborado a partir da atuação de uma enfermeira especialista em Enfermagem Dermatológica no manejo de uma ferida complexa em uma Unidade de Pronto Atendimento.

A experiência ocorreu em uma unidade pública de urgência e emergência localizada em Cuiabá, Mato Grosso, Brasil, durante o mês de janeiro de 2026. O acompanhamento envolveu uma pessoa adulta, do sexo masculino, com paraplegia e mobilidade reduzida, admitida com ferida cavitária em região glútea, associada à osteomielite.

As informações utilizadas na sistematização da experiência foram obtidas por meio de avaliações clínicas seriadas da ferida, registros de enfermagem, resultados de exames de imagem, parecer técnico elaborado durante a assistência e acompanhamento das intervenções realizadas pela equipe multiprofissional.

A avaliação de enfermagem contemplou localização anatômica, dimensões, profundidade, presença e extensão do solapamento, características do leito, condições das bordas e da pele perilesional, quantidade e aspecto do exsudato, odor, sinais clínicos de infecção e fatores sistêmicos capazes de interferir no processo de cicatrização. A evolução foi monitorada por meio de mensurações seriadas, registros clínicos e documentação fotográfica.

A experiência foi organizada em três eixos de análise: avaliação e manejo especializado da ferida; limitações estruturais e terapêuticas da Unidade de Pronto Atendimento; e estratégias empregadas para promover o acesso às terapias especializadas e a continuidade do cuidado em serviço de referência. A análise reflexiva foi fundamentada em literatura científica atual e nas normas profissionais relacionadas à atuação da enfermagem no cuidado às pessoas com lesões cutâneas.

Foram preservados o anonimato, a privacidade e a confidencialidade da pessoa atendida, mediante supressão do nome, das iniciais, do número de prontuário e de outras informações que possibilitassem sua identificação. A utilização das informações clínicas e dos registros fotográficos para fins científicos foi autorizada mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

RELATO DE EXPERIÊNCIA

A experiência ocorreu em uma Unidade de Pronto Atendimento pública durante a assistência a uma pessoa adulta com paraplegia, dependência de cadeira de rodas e ferida cavitária complexa localizada em região glútea inferior esquerda, sobre a projeção da tuberosidade isquiática. A lesão estava associada à osteomielite e apresentava características clínicas compatíveis com comprometimento de tecidos profundos e processo infeccioso local.

Na avaliação inicial realizada pela enfermeira especialista, a ferida apresentava profundidade de sete centímetros e solapamento de cinco centímetros nas posições de 12, 15, 18 e 21 horas, conforme o método do relógio. Foram identificadas bordas maceradas, exsudato em quantidade moderada, odor fétido e presença de importante espaço morto. A pele perilesional encontrava-se preservada, porém exposta ao risco de maceração em razão da umidade e do exsudato.

A avaliação de enfermagem contemplou localização anatômica, profundidade, extensão do solapamento, características do leito, condições das bordas e da pele perilesional, quantidade e aspecto do exsudato, odor e sinais clínicos de infecção. Também foram considerados os fatores relacionados à mobilidade reduzida, à pressão prolongada sobre a região isquiática e ao comprometimento osteomuscular.

Os exames de imagem realizados previamente demonstraram alterações compatíveis com osteomielite ativa na região isquiática esquerda e comprometimento das partes moles adjacentes. A ressonância magnética evidenciou ulceração cutânea e subcutânea, edema da medula óssea, erosão da superfície óssea e extensão do processo inflamatório para tecidos profundos. A cintilografia óssea trifásica reforçou a presença de processo infeccioso ósseo em atividade.

Diante dos achados clínicos, foram instituídas intervenções de enfermagem direcionadas ao preparo do leito da ferida e ao controle dos fatores locais capazes de dificultar a cicatrização. A limpeza terapêutica foi realizada com solução contendo polihexametileno biguanida e ácido etilenodiamino tetra-acético. Também foram realizados desbridamento conservador instrumental, preenchimento da cavidade com gel contendo agente antimicrobiano, utilização de interface não aderente impregnada com prata e proteção da pele perilesional.

As avaliações ocorreram de forma seriada, com monitoramento da profundidade, do solapamento, do exsudato, do odor, das condições do leito e da pele adjacente. A pessoa atendida e seu cuidador receberam orientações sobre os cuidados com a ferida, manutenção do curativo, necessidade de alívio de pressão, mudanças de posicionamento e reconhecimento de sinais de agravamento.

Apesar das intervenções locais e do acompanhamento contínuo, a resposta clínica permaneceu limitada diante da profundidade da lesão, da presença de espaço morto e da osteomielite associada. A permanência em uma Unidade de Pronto Atendimento também representava uma limitação assistencial, pois o serviço não dispunha de estrutura especializada nem de tecnologias específicas para o tratamento definitivo de feridas profundas com comprometimento ósseo.

Diante desse cenário, a enfermeira especialista elaborou parecer técnico fundamentado nos achados clínicos, nos resultados dos exames de imagem e na evolução da ferida. O documento recomendou avaliação especializada para possível utilização da terapia por pressão negativa e da oxigenoterapia hiperbárica como intervenções adjuvantes ao tratamento multiprofissional.

A terapia por pressão negativa foi considerada em razão da presença de espaço morto, solapamento, profundidade e necessidade de controle do exsudato e preparo do leito da ferida. A oxigenoterapia hiperbárica foi solicitada para avaliação especializada diante da osteomielite confirmada por exames de imagem e da necessidade de abordagem complementar ao controle do processo infeccioso e à reparação tecidual.

A indisponibilidade dessas terapias na unidade exigiu articulação entre a enfermagem, a equipe multiprofissional, a gestão assistencial, a regulação e os serviços de referência. Diante das dificuldades de acesso aos recursos indicados, foram utilizados mecanismos administrativos e jurídicos para viabilizar a continuidade do tratamento especializado.

Após a autorização das terapias e a disponibilização de vaga, a pessoa atendida foi transferida para uma unidade terciária de referência, onde foi iniciado o acompanhamento especializado. A atuação da enfermagem contribuiu para a identificação da complexidade da ferida, a sistematização dos achados clínicos, a elaboração da justificativa técnica e a articulação entre os diferentes pontos da rede assistencial.

FIGURA1 – Sequencia das fotos do gerenciamento

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DISCUSSÃO

A experiência demonstrou que o manejo de feridas complexas em serviços de urgência exige abordagem clínica ampliada, que ultrapassa o tratamento tópico da lesão. A presença de cavidade profunda, solapamento, exsudato, odor e comprometimento ósseo indicava a interação entre fatores locais e sistêmicos capazes de dificultar a reparação tecidual. Nesse contexto, a avaliação integral da pessoa e da ferida constitui etapa fundamental para identificar fatores impeditivos à cicatrização, reconhecer a gravidade clínica e definir objetivos terapêuticos compatíveis com as necessidades apresentadas e com a capacidade assistencial do serviço.

O preparo do leito da ferida orientou as intervenções de enfermagem desenvolvidas durante o acompanhamento. Essa abordagem envolve avaliação dos tecidos inviáveis, controle da infecção ou inflamação, equilíbrio da umidade e análise das bordas, associada à investigação da etiologia, das comorbidades e das condições funcionais da pessoa atendida. O desbridamento, o manejo do exsudato, a proteção da pele perilesional e a redução da carga microbiana são medidas relevantes para favorecer o controle local e permitir avaliação mais precisa da extensão da lesão.

Na experiência relatada, a ampliação da abertura cutânea após o desbridamento conservador instrumental não representou, isoladamente, agravamento clínico. A intervenção possibilitou melhor acesso à cavidade, visualização do leito e avaliação da extensão do espaço morto. Entretanto, o desbridamento deve integrar um plano assistencial mais abrangente, associado ao alívio de pressão, reposicionamento, manejo da umidade, monitoramento da infecção e avaliação multiprofissional. A paraplegia, a dependência de cadeira de rodas e a pressão prolongada sobre a região isquiática constituíram fatores adicionais de risco para manutenção e agravamento da lesão.

A confirmação de osteomielite pelos exames de imagem aumentou a complexidade do quadro e evidenciou que o tratamento local, isoladamente, não seria suficiente. O manejo do comprometimento ósseo demanda abordagem multiprofissional, podendo incluir antibioticoterapia sistêmica, investigação microbiológica, avaliação cirúrgica e controle dos fatores relacionados à persistência da infecção. Nesse cenário, a atuação da enfermagem não se restringiu à realização do curativo, mas incluiu reconhecimento da gravidade, monitoramento clínico, produção de registros, comunicação com a equipe e encaminhamento para serviço com maior capacidade resolutiva.

A terapia por pressão negativa foi considerada diante da profundidade, do solapamento, da presença de espaço morto e da dificuldade de controle do exsudato com os recursos disponíveis. Essa tecnologia pode contribuir para a remoção do excesso de exsudato, redução do espaço morto, estímulo à formação de tecido de granulação e preparo do leito para intervenções posteriores. Contudo, sua indicação deve ocorrer após avaliação criteriosa e como parte de uma abordagem integrada, não devendo ser compreendida como tratamento isolado da osteomielite.

A oxigenoterapia hiperbárica foi solicitada como intervenção adjuvante diante do comprometimento ósseo identificado. Sua utilização pode favorecer a oxigenação tecidual e auxiliar mecanismos relacionados ao controle infeccioso e à reparação. Entretanto, essa terapia deve complementar, e não substituir, o tratamento clínico e cirúrgico indicado para a osteomielite. Por essa razão, sua indicação requer avaliação especializada e consideração das condições clínicas, dos potenciais benefícios e das limitações terapêuticas.

Outro aspecto relevante foi a permanência de uma pessoa com ferida profunda e osteomielite em uma Unidade de Pronto Atendimento. Esses serviços são destinados prioritariamente ao atendimento inicial, estabilização de condições agudas e encaminhamento dentro da rede de atenção. Assim, a ausência de tecnologias avançadas e de especialidades voltadas ao tratamento prolongado não representa, necessariamente, falha assistencial, mas evidencia incompatibilidade entre a complexidade do quadro e a capacidade instalada da unidade. A demora na transferência, entretanto, pode favorecer o agravamento clínico, prolongar a permanência e aumentar a sobrecarga do serviço.

Nesse contexto, a elaboração do parecer técnico constituiu importante instrumento de gestão do cuidado. A sistematização dos achados clínicos, dos resultados dos exames, das intervenções realizadas e das necessidades terapêuticas subsidiou a comunicação com a gestão, a regulação e o serviço de referência. Registros qualificados também favorecem a segurança assistencial, a continuidade do cuidado e a fundamentação das decisões tomadas pela equipe multiprofissional.

A atuação desenvolvida encontra respaldo na regulamentação profissional vigente, que reconhece as competências da enfermagem na avaliação, no planejamento, no tratamento, no acompanhamento e na documentação da assistência às pessoas com lesões cutâneas, respeitados os limites de habilitação e competência profissional.

A utilização de mecanismos administrativos e jurídicos para viabilizar o acesso às terapias e à transferência demonstrou a necessidade de defesa da continuidade assistencial. Contudo, a judicialização deve ser compreendida como recurso excepcional diante das dificuldades de acesso, e não como estratégia rotineira para organização da rede. A experiência reforça a necessidade de protocolos institucionais, fluxos de referência e contrarreferência e comunicação efetiva entre os serviços de urgência, atenção especializada e rede hospitalar.

Como contribuição para a prática, o relato evidencia que a presença de enfermagem especializada pode favorecer o reconhecimento precoce da complexidade, a seleção de intervenções locais adequadas, a produção de documentação clínica consistente e a articulação da continuidade do tratamento. Também demonstra que a resolutividade não depende exclusivamente da competência profissional, mas da disponibilidade de insumos, tecnologias, suporte multiprofissional e integração entre os diferentes níveis de atenção.

Entre as limitações da experiência, destacam-se o acompanhamento em um único cenário assistencial, a ausência de comparação com outras estratégias terapêuticas e a indisponibilidade de medidas objetivas do desfecho cicatricial definitivo após a transferência. Portanto, não é possível atribuir a resolução da infecção ou a cicatrização às intervenções realizadas na Unidade de Pronto Atendimento. Estudos futuros poderão investigar o impacto de protocolos especializados de enfermagem sobre o tempo de transferência, complicações, continuidade do cuidado, permanência nos serviços de urgência e custos assistenciais.

CONCLUSÃO

A experiência demonstrou que a atuação especializada da enfermagem no manejo de uma ferida complexa em Unidade de Pronto Atendimento favoreceu a avaliação clínica sistematizada, o reconhecimento da gravidade, a definição das intervenções locais, a produção de registros qualificados e a articulação da continuidade assistencial.

O acompanhamento evidenciou que feridas cavitárias associadas à osteomielite podem ultrapassar a capacidade resolutiva dos serviços de urgência, exigindo abordagem multiprofissional, acesso a tecnologias especializadas e encaminhamento oportuno para unidades de referência. Nesse contexto, a elaboração do parecer técnico e a comunicação com a gestão, a regulação e os demais profissionais contribuíram para ampliar as possibilidades terapêuticas.

Conclui-se que o cuidado de enfermagem em feridas complexas não se limita à realização do curativo, pois envolve raciocínio clínico, tomada de decisão, educação do paciente e do cuidador, gerenciamento do cuidado e defesa da continuidade do tratamento. Entretanto, limitações estruturais, indisponibilidade de recursos e dificuldades de integração da rede podem comprometer a resolutividade e prolongar a permanência do paciente em serviços não destinados ao tratamento definitivo dessas condições.

A experiência reforça a necessidade de protocolos institucionais, fluxos de encaminhamento, qualificação profissional e fortalecimento da rede de atenção às pessoas com feridas complexas. Estudos futuros poderão avaliar os desfechos clínicos, o tempo de transferência, os custos assistenciais e o impacto da atuação especializada da enfermagem na segurança e na continuidade do cuidado.

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