Intervenção educacional em cuidados paliativos para enfermeiros em unidades de emergência: um estudo quase-experimental pré-pós

Educational Intervention on Palliative Care for Nurses in Emergency Care Units: a pre-post quasi-experimental study

Intervención educativa en cuidados paliativos para enfermeras de unidades de urgencias: un estudio pre-post cuasi-experimental.

Tipo de artigo: artigos de estudo primários

Autores

Rosenilda Dias da Silva

Doutoranda em Gerontologia pelo Programa de Pós Graduação em Gerontologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

ORCID: https://orcid.org/0009-0002-1869-0102

Cledy Eliana dos Santos

Doutora em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(UFRS) 

ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9720-9932

Daniel Klug

Doutorado em Ciências da Saúde: Epidemiologia e Métodos Diagnósticos UFCSPA

ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9581-8117

Damião Romão Dias da Silva

Mestrando em Ciências Odontológicas pelo Programa de Pós graduação em Odontologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

ORCID: https://orcid.org/0009-0001-4490-1623

Mariane Lorena Souza Silva

Doutoranda em Gerontologia pelo Programa de Pós Graduação em Gerontologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Universidade Federal da Paraíba-PPMG

ORCID: https://orcid.org/0009-0002-4137-2137

Deborah Rayanne Roseno de Jesus  

Doutoranda em Gerontologia pelo Programa de Pós Graduação em Gerontologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0297-8761

Fernanda Kelly Oliveira de Albuquerque

Doutoranda em Gerontologia pelo Programa de Pós Graduação em Gerontologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2480-2473

José Manuel Peixoto Caldas

Doutor em Sociologia pela Universidade Autònoma de Barcelona

ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0796-1595

RESUMO

Objetivo: analisar o impacto de uma intervenção educativa no conhecimento e nos desafios enfrentados por enfermeiros na implementação de cuidados paliativos para idosos em uma unidade de urgência. Metodologia: estudo quase-experimental, quantitativo, longitudinal, com delineamento pré-teste e pós-teste em grupo único. A população elegível incluiu 33 enfermeiros de uma unidade de urgência em João Pessoa, Paraíba, dos quais 20 participaram da intervenção educativa. Os dados foram coletados por entrevistas semiestruturadas para caracterização dos participantes e aplicação de instrumento de avaliação do conhecimento antes e depois da intervenção. Resultados: análise por estatística descritiva e teste de proporções indicou conhecimento técnico e científico insuficiente, desconhecimento da legislação específica e visão restrita dos cuidados paliativos. Após a intervenção, houve aumento significativo de respostas corretas (30,3% para 85,0%; p<0,001), evidenciando eficácia do treinamento. Conclusão: educação permanente e fortalecimento das diretrizes institucionais são essenciais para implementar cuidados paliativos em emergências, promovendo cuidado humanizado e digno.

DESCRITORES: Cuidados paliativos; Enfermagem; Idosos; Educação em saúde; Serviços médicos de emergência.

ABSTRACT

Objective: To analyze the impact of an educational intervention on the knowledge and challenges faced by nurses in providing palliative care to older adults in an emergency department. Methodology: A quasi-experimental, quantitative, longitudinal study with a single-group pre-test and post-test design. The eligible population included 33 nurses from an emergency department in João Pessoa, Paraíba, of whom 20 participated in the educational intervention. Data were collected through semi-structured interviews to characterize the participants and by administering a knowledge assessment instrument before and after the intervention. Results: Descriptive statistical analysis and proportion tests indicated insufficient technical and scientific knowledge of p , lack of awareness of specific legislation, and a narrow view of p . After the intervention, there was a significant increase in correct responses (30.3% to 85.0%; p<0.001), demonstrating the training’s effectiveness. Conclusion: Continuing education and the strengthening of institutional guidelines are essential for implementing palliative care in emergency settings, promoting humane and dignified care.

DESCRIpTORS: Palliative care; Nursing; Elderly; Health education; Emergency medical services.

RESUMEN

Objetivo: analizar el impacto de una intervención educativa en los conocimientos y los retos a los que se enfrentan los enfermeros a la hora de prestar cuidados paliativos a personas mayores en un servicio de urgencias. Metodología: estudio cuasi-experimental, cuantitativo y longitudinal, con un diseño de pre-prueba y post-prueba en un único grupo. La población elegible incluyó a 33 enfermeros de una unidad de urgencias en João Pessoa, Paraíba, de los cuales 20 participaron en la intervención educativa. Los datos se recopilaron mediante entrevistas semiestructuradas para caracterizar a los participantes y mediante la aplicación de un instrumento de evaluación de conocimientos antes y después de la intervención. Resultados: el análisis estadístico descriptivo y la prueba de proporciones indicaron un conocimiento técnico y científico e e insuficiente, desconocimiento de la legislación específica y una visión limitada de los cuidados paliativos. Tras la intervención, se produjo un aumento significativo de las respuestas correctas (del 30,3 % al 85,0 %; p < 0,001), lo que pone de manifiesto la eficacia de la formación. Conclusión: la formación continua y el refuerzo de las directrices institucionales son esenciales para implementar los cuidados paliativos en situaciones de emergencia, promoviendo una atención humanizada y digna.

DESCRIpTORES: Cuidados paliativos; Enfermería; Personas mayores; Educación en salud; Servicios médicos de urgencias.

INTRODUÇÃO

O envelhecimento populacional é uma realidade crescente em diversos países, incluindo o Brasil, trazendo consigo um aumento da prevalência de doenças crônicas, degenerativas e incuráveis. Diante desse cenário, os cuidados paliativos surgem como uma abordagem fundamental para garantir qualidade de vida, dignidade e alívio do sofrimento de pacientes com condições ameaçadoras à vida. Desse modo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que os cuidados paliativos devem ser oferecidos desde o diagnóstico, de forma integrada e contínua, contemplando as dimensões física, emocional, social e espiritual do cuidado¹. Apesar do reconhecimento da importância dos cuidados paliativos, sua implementação ainda enfrenta diversos entraves nos serviços de saúde, especialmente em contextos de urgência e emergência, como nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A literatura aponta uma escassez de estudos voltados à atuação de enfermeiros nesses espaços, evidenciando lacunas no conhecimento, na formação acadêmica e na capacitação profissional para o manejo de situações que exigem cuidados paliativos. Muitos profissionais ainda associam essa prática apenas ao controle da dor e à terminalidade, ignorando seu caráter ampliado e humanizado. Ademais, a inexistência de uma legislação específica sobre o tema contribui para a fragilidade na sua aplicação cotidiana² ³.

Diante desse cenário, torna-se necessário avaliar o impacto de estratégias educativas voltadas aos enfermeiros das Unidades de Pronto Atendimento, no intuito de fortalecer o conhecimento e a aplicabilidade dos Cuidados Paliativos frente às diretrizes da nova Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP). Essa necessidade é reforçada pela realidade de sobrecarga assistencial, limitações estruturais e ausência de protocolos padronizados, fatores que dificultam a efetivação do cuidado integral e humanizado à pessoa idosa em situação de urgência 4. O estudo justifica-se, portanto, pela necessidade de preencher lacunas formativas e conceituais de enfermeiros nesse campo, por meio de intervenção educativa que favoreça a reflexão crítica e o aprimoramento técnico sobre a prática paliativa. Ao promover a capacitação dos enfermeiros, espera-se potencializar a qualidade do cuidado, a segurança do paciente e a atuação ética e empática diante da terminalidade. A atividade de classificação de risco no âmbito do conselho federal de enfermagem é uma atividade privativa do enfermeiro diante da equipe de enfermagem, daí outra justificativa da discussão em torno do profissional enfermeiro sobre a temática de intervenção5.

Além disso, a pesquisa busca gerar evidências científicas que contribuam para o fortalecimento das estratégias de educação permanente em saúde e para a formulação de políticas públicas mais efetivas, alinhadas às demandas do cuidado paliativo nas redes de urgência e emergência. A participação de enfermeiros foi a priori escolhida porque esses profissionais são responsáveis pela avaliação clínica, tomada de decisão e execução direta do cuidado à pessoa idosa na UPA, constituindo o grupo que irá operacionalizar um protocolo em andamento6. Além disso, possuem autonomia técnico-legal para implementar intervenções de cuidados paliativos no contexto da urgência, sendo, portanto, o público-alvo mais adequado para a intervenção educativa e para a validação da futura tecnologia em desenvolvimento que será um protocolo assistencial para enfermeiros, assegurando a coerência metodológica do estudo.

Assim, o estudo teve como objetivo analisar o impacto de uma intervenção educativa sobre o conhecimento e os desafios enfrentados por enfermeiros na implementação de Cuidados Paliativos à pessoa idosa em Unidade de Pronto Atendimento. Parte-se da hipótese de que a falta de formação específica, aliada à ausência de normativas legais eficientes e diretrizes institucionais claras, compromete a oferta adequada de cuidados paliativos nesses serviços. Espera-se que os resultados desta investigação contribuam para qualificar a implementação prática de enfermeiros e estimular a construção de políticas e programas de capacitação contínua voltados à atenção humanizada e digna à população idosa em cuidados paliativos em contextos emergenciais de unidades de pronto atendimento (UPA) 7.

MÉTODO

Foi realizado um estudo de intervenção quase experimental, com delineamento quantitativo, descritivo e de corte transversal, desenvolvido numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) classificada como unidade secundária, localizada na cidade de João Pessoa – PB. A investigação teve como foco avaliar o impacto de uma intervenção educativa sobre Cuidados Paliativos, direcionada a enfermeiros atuantes na atenção direta à saúde da pessoa idosa, em setores como a classificação de risco, a sala verde, a sala amarela e a sala vermelha. A população-alvo foi composta por enfermeiros assistenciais desses setores, sendo excluídos profissionais alocados exclusivamente em pediatria, serviços administrativos, epidemiologia, licença médica ou outros. A amostra foi constituída por 33 profissionais, configurando um censo dos enfermeiros elegíveis da unidade durante o período da coleta de dados.

A pesquisa foi direcionada exclusivamente a enfermeiros atuantes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por se tratar da categoria profissional diretamente envolvida na assistência, gestão e coordenação do cuidado à pessoa idosa em situação de urgência e emergência. A inclusão apenas de enfermeiros justifica-se pela coerência com o objeto e o objetivo central do estudo, que busca compreender os desafios enfrentados pelos enfermeiros na implementação dos Cuidados Paliativos à pessoa idosa, conforme os princípios estabelecidos pela nova Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP). Os enfermeiros são responsáveis pela avaliação inicial, tomada de decisão clínica e condução do cuidado humanizado, atuando de forma estratégica na aplicação de protocolos assistenciais e na integração da equipe multiprofissional. Considerando tais atribuições, a presença exclusiva dessa categoria na amostra permite uma análise mais consistente sobre o nível de conhecimento, o preparo técnico e as dificuldades práticas relacionadas à aplicabilidade dos cuidados paliativos no contexto emergencial.

Assim, a opção metodológica de restringir a amostra a enfermeiros visa assegurar a pertinência e a profundidade da análise, alinhando-se à finalidade do estudo, que é subsidiar reflexões e ações voltadas à formação, qualificação e aprimoramento da prática de enfermeiros em cuidados paliativos nas Unidades de Pronto Atendimento. A pesquisa respeitou os preceitos éticos da Resolução nº 510/2016, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), tendo sido aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal da Paraíba. Conforme o parecer nº 6.928.606, CAAE: 79621124.0.0000.5188, todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A coleta de dados foi realizada por meio de um roteiro de entrevista semiestruturado, contendo: Perguntas de identificação e perfil sociodemográfico; Formação acadêmica e qualificação profissional; Cinco questões objetivas de múltipla escolha baseadas nos documentos oficiais: Manual da ANCP, Manual do INCA e a Portaria GM/MS nº 3.681/2024, que institui a Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP); Duas questões abertas relacionadas às percepções e aos desafios na aplicabilidade dos cuidados paliativos na UPA.

Após essa etapa, foi realizada uma intervenção educativa, desenvolvida em três momentos: Aula expositiva presencial, com apresentação de 23 slides sobre cuidados paliativos e espaço para debate com os participantes, Aplicação de um quiz interativo, composto por cinco perguntas de verdadeiro ou falso, elaborado na plataforma Kahoot, Aplicação de questionário pós-intervenção, impresso e, alternativamente, disponibilizado online por meio da plataforma Google Forms, a fim de contemplar os profissionais que não puderam comparecer presencialmente. Os dados foram organizados em planilhas no Microsoft Excel e analisados no R Studio. Foram realizadas análises descritivas (frequências absolutas e relativas) e o teste de proporções (qui-quadrado, χ²) para comparar o desempenho dos participantes antes e após a intervenção educativa. A diferença de proporções será apresentada com intervalo de confiança de 95% (IC95%), considerando-se estatisticamente significativos os resultados com p < 0,05.

RESULTADOS

Dados sociodemográficos

Tabela 1- Distribuição de características de profissionais enfermeiros na UPA (n=33) que especificam dados por idade, sexo, religião, formação, tempo de formação. João Pessoa-PB, Brasil, 2025.

Variáveis

Número

Percentil

Idade

20-29

06

18,1%

30-39

12

36,3%

40-49

14

42,4%

50-59

01

3,03%

Sexo

Masculino

03

9,09%

Feminino

30

90,9%

Estado Civil

Solteiro (a)

13

39,3%

Casado (a)

13

39,3%

Divorciado (a)

04

21,1%

União estável

03

9,09%

Religião

Católico (a)

22

66,66%

Evangélico (a)

10

30,30%

Outro

01

3,03%

Formação

Graduação

04

12,12%

Especialização

26

78,78%

Mestrado

01

3,03%

Doutorado

01

3,03%

Especialização em gerontologia

01

3,03%

Tempo de formação

< 02 anos

02

6,06%

> 02 anos e < 05 anos

10

30,30%

> 05 anos

21

63,63%

         Fonte: dados da pesquisa.                                                         Valor de p < 0,05.

Pode se empreender que a tabela 1, que na faixa etária de 30-39 são adultos jovens, seguidos de 40-49 anos, o que gera uma expectativa terem formação jovens, correspondendo a 36,3% (n=12) seguido de 42,4%(n=14). Em relação ao sexo, o que prevaleceu foi o feminino, com 90,9%(n=30). Quando o quesito é especialização na área de Geriatria/Gerontologia observa-se que de (n=33) só 3,03% nesse universo tem capacitação em saúde da pessoa idosa. A proporção de solteiro(a) e casado(a) foi a mesma de 39,3% quando (n=13). Perpassando o quesito religião 66,66% foram declarados católicos(a) quando (n=22) e 30,30% Evangélicos(a) quando (n=10). Outro dado importante é que 78,78% responderam que tem especialização em outras áreas que não saúde do idoso quando (n=26) e 63,63% se formaram a mais de 5 anos quando (n=21).

Figura 1, Desafios no âmbito da assistência em Unidade Pronto Atendimento (n=33). João Pessoa-PB, Brasil,2025.

Fonte: dados da pesquisa.

Roteiro aplicado antes de Atividades de capacitação sobre Cuidados Paliativos na UPA:

Desafios Vivenciados na Aplicabilidade de Cuidados Paliativos

Desafios vivenciados na acessibilidade do Cuidado Paliativo quando n = 22 teve uma proporção de 66,66%, enquanto o conhecimento técnico-científico deficiente ficou quando n = 5 de 15,15%, já falta de incentivo dos órgãos públicos no incentivo financeiro n = 3 foi de 9,09%. A legislação deficiente ou falta de uma lei que assegure os cuidados paliativos quando n = 3 foi de 9,09%.      

Após atividade de aula explanatória seguida de aplicação de jogo de perguntas e respostas estas foram as afirmativas respondidas pelos participantes da atividade:

 Figura 2, Cuidados ofertados à pessoa idosa com necessidades de cuidados paliativos em Unidade Pronto-Atendimento (n=33). João Pessoa-PB, 2025.

Fonte: dados da pesquisa.

A definição de Cuidados Paliativos pelos enfermeiros foram:

Acolhimento biopsicossocial, melhora da qualidade de vida, cuidados com doenças agudas e crônicas, atenção ao usuário, cuidador e família quando n=17 foi de 85%, outros concordaram com a reposta de que CP era cuidados com a dor e o processo de morte n= 13 foi de 65,5%, já o entendimento sobre CP era apenas o tratamento da dor foi n= 3 de 15%. O universo da pesquisa foi de 20 participantes no curso de capacitação sobre a temática que era CP na pessoa idosa numa Unidade de Pronto Atendimento.

Apenas tratamento de dor

Observou-se também que 15% ainda ligam o tema CP a cuidar apenas de dor,  no qual subentendeu a falsa concepção de que o serviço de pronto atendimento só funciona na prática para medicar, não atua na promoção e prevenção à saúde no qual faz parte de uma rede de assistência interligada, de forma holística, evidenciando todo o processo de cuidar, observou-se que o controle da dor é uma das prioridades, mas não o fundamental, liga-se a promoção de qualidade de vida, mas outros fatores como sociais, espirituais, éticos estão interligados a assistência em CP a pessoa idosa.

Com a análise estatística dos dados, observou-se um aumento significativo na proporção de respostas corretas sobre cuidados paliativos após a atividade de capacitação, conforme evidenciado pelo teste de proporções (pré = 30,3%; pós = 85,0%; χ² = 14,91; p < 0,001; IC95%: −0,768 a −0,325), indicando efetividade da intervenção educativa na qualificação do conhecimento dos participantes.

A análise dos desafios enfrentados na aplicabilidade dos cuidados paliativos revelou que a maior limitação relatada pelos participantes foi a dificuldade de acessibilidade ao cuidado paliativo, apontada por 66,7% (n=22). Em seguida, destacaram-se o conhecimento técnico-científico deficiente, referido por 15,1% (n=5), a falta de incentivo financeiro por parte dos órgãos públicos e a legislação deficiente ou inexistente para assegurar os cuidados paliativos, ambos com 9,1% (n=3). A figura 2, conforme ilustra esses achados de forma comparativa, evidencia que a questão da acessibilidade é um entrave central, muito mais frequente do que as demais barreiras relatadas.

Figura 3, Desafios vivenciados na aplicabilidade dos cuidados paliativos pelos participantes da pesquisa, no âmbito da assistência em Unidade Pronto Atendimento (n=33). João Pessoa-PB, Brasil,2025:

  Fonte: dados da pesquisa.

Figura 4, Nuvem de palavras reflete as perguntas abertas dos participantes sobre a pessoa idosa com necessidades de cuidados paliativos em Unidade Pronto Atendimento de um total de (n=33), apenas dois participantes (n=2) responderam, João Pessoa-PB, 2025.

Fonte: dados da pesquisa.

DISCUSSÃO

Este estudo partiu da hipótese de que a ausência de formação específica, aliada à inexistência de normativas legais claras e diretrizes institucionais consistentes, compromete a oferta de cuidados paliativos (CP) por enfermeiros atuantes em Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Com base nos resultados obtidos, essa hipótese foi confirmada, uma vez que a maioria dos participantes apresentou entendimento limitado sobre o conceito de CP, associando-o exclusivamente à terminalidade e ao controle da dor 8. Vale destacar que os enfermeiros, segundo a pesquisa acima, continuam predominantemente com força de trabalho feminina, adultos jovens, o que vai de desencontro com pesquisas internacionais nos quesitos que estão sendo masculinizados, após 2005, o que aponta para mudanças nesse perfil, o que ainda não é nossa realidade. Para outros os desafios que os enfermeiros mais enfrentam é a comunicação deficiente e ineficaz com familiares, citam também conflitos éticos vivenciados pelo paciente, família e equipe de enfermagem, com acolhimento qualificado, assistência humanizada, com cuidados desde início da discussão sobre CP até cuidados pós mortes , refletindo sobre os limites da dignidade humana, preparo e respeito a culturas, crenças e limites de intervenções da equipe assistencial 9.

        Comparando o estudo acima com outro, o Brasil ocupa a última posição em um ranking internacional sobre a prática dos cuidados paliativos, revelando uma realidade marcada por desestruturação e ausência de políticas eficazes. Entre os fatores que dificultam a consolidação dessa prática no país estão a escassez de recursos, a falta de reconhecimento institucional, limitações na formação profissional e na integração com a rede de saúde. Além disso, os profissionais  enfermeiros enfrentam desafios como carência de conhecimento técnico, intervenções desnecessárias, desigualdade social e falhas na comunicação com a equipe médica, comprometendo os princípios fundamentais dos cuidados paliativos, que priorizam o conforto e a qualidade de vida 10.

Assim como os participantes da pesquisa outros autores citam a importância de formar profissionais capazes de atender as demandas biopsicossociais, espirituais, desenvolvimento de habilidades humanas individuais, destacam preferivelmente lacunas nos currículos teóricos, na transversalidade da temática na matriz curricular da graduação, com faltas  de disciplinas obrigatórias em CP, defasagem de conteúdos em disciplinas optativas,  aprendizagens sem conteúdos teórico-práticos eficientes, proporcionando vivenciar práticas subjetivas do ser humano .Um dos desafios mais comuns no enfrentamento de CP são conhecimento deficiente, ou inexistentes nas práticas, assim como visão hospitalocêntrica do cuidar, centrado na doença e não no processo de adoecimento, o que leva profissionais de diversas áreas e não obstante enfermeiros a precarizar o cuidar, revelando a desvalorização holística do ser humano, e ferindo sua principal ferramenta de trabalho que é prevenir e promover qualidade assistencial à saúde11.

O cuidado com olhar holístico exige do enfermeiro conhecimentos técnicos, com aprimoração contínua na assistência direta de qualidade, medidas de conforto, segurança, qualificação biopsicossocial, espiritual e bom entendimento nos processos de trabalho para assegurar, aplicar o manejo correto de CP na equipe de enfermagem. No Brasil não temos legislação específica de que trate da DAV, lei própria para usar em CP, temos diversos arcabouços legais ligados aos princípios de Beneficência, Benevolência, autonomia do sujeito, nesse sentido temos a lei 8080/90 do SUS, código de ética médico, suas resoluções para disporem sobre o tema, sendo validada a declaração de vontade expressa em documento assinado por testemunhas, empoderando a autonomia do sujeito, com a finalidade de dá dignidade ao paciente. Observou-se ainda segundo os dados que a temática CP ainda está muito ligada ao processo de morte, finitude, o que não corrobora com atual perspectiva de saúde em CP, já que temos atualmente o aumento de doenças crônicas, crônico-degenerativas, que com base na evolução da medicina terapêutica, tecnologias farmacêuticas e atual industrialização tem colaborado para melhoria na qualidade de vida e consequente prolongamento de vida. Outra menção é a resolução n.º 41 que, em seus incisos, elenca a garantia de promoção de qualidade de vida, respeito à autonomia do sujeito, sugere informações sobre futilidades terapêuticas 12.

O incentivo a educação continuada em CP, a humanização na assistência, escuta e comunicação eficaz, construção de relação de confiança entre usuário, família e profissional de saúde, apoiando as capacidades de autonomia, sensoriais e participação social entre a pessoa idosa, sendo necessário que os profissionais enfermeiros estejam atentos as objeções éticas para instruir as decisões compartilhas de forma efetiva em cuidados paliativos 13.

Um dos desafios da RAS (Rede de Atenção à Saúde) e comunidades vulneráveis em CP são as fragilidades do sistema no acolhimento e a crescente demandas de CP nas comunidades carentes dificuldades estas enfrentadas por todos os profissionais de saúde que são garantir direitos de acessibilidade, equidade e universalidade para os usuários em CP na rede de atenção à saúde, formando metas desejáveis que representem todos os grupos necessitados de cuidados no final de vida. Assim, um dos paradigmas importantes no quesito governamental é investimentos em equipamentos, materiais, tecnologias e medicamentos específicos, para toda a rede assistencial, de modo a garantir assistência de qualidade e consequentemente melhora e tratamento com dignidade, o que é fundamental o envolvimento de todos os atores nesta política 1 14.

Os resultados também demonstraram a eficácia da intervenção educativa aplicada. Houve aumento significativo na proporção de respostas corretas após a atividade pedagógica, conforme teste de proporções. Esse achado reforça a importância da educação continuada, especialmente com o uso de metodologias ativas e interativas, como o Kahoot, na promoção do conhecimento entre profissionais de saúde15.

No processo de tomada de decisão nos CP os profissionais de saúde devem nortear suas condutas em diretrizes que envolvem a ética, expertise técnica, respeito a tomada de decisão com autonomia do sujeito, reconhecendo suas vontades, valores  morais e culturais,crenças,reconhecendo o domínio da intimidade, inviolabilidade do corpo, incluindo todo o processo de morrer com dignidade, já que não temos uma legislação especifica para o tema cuidados paliativos, devendo apresentar o que dispomos de arcabouço legal como  as Diretivas antecipadas de Vontade(DAV),instrumento que expressa a vontade do paciente, o acobertando e construindo um plano de cuidado na tomada de decisão caso o paciente se encontre lúcido16.

A nuvem de palavras reflete sobre um desafio que o enfermeiro percebe com frequência, que é a falta de conhecimento sobre Cuidados Paliativos na pessoa idosa de familiares e equipes de assistência segundo o roteiro aplicado no serviço de Pronto Atendimento (UPA). A falta de densidade da nuvem ocorreu porque poucos participantes da pesquisa responderam à pergunta subjetiva aplicada no roteiro. A dinâmica do serviço, por ser serviço de urgência e emergência, porta-aberta no SUS, não possibilitou respostas mais completas diante da atividade de capacitação realizada em pleno atendimento assistencial na Unidade de Pronto Atendimento em Horário, que teve público excedente neste dia e horário da capacitação. Essa proposta da nuvem de palavras surge justamente na frequência em que as palavras foram aplicadas quanto à análise do conteúdo exposto pelos participantes da entrevista aplicada 17. No Brasil, a prática de cuidados paliativos há uma grande confusão entre os profissionais, não é uniforme, está estritamente ligada ainda erroneamente ao câncer, ao processo de morte, assim como para familiares, usuários, ou seja, trabalhar a temática implica discutir conceitos, integralizar a assistência com foco na qualidade de prestar o cuidado, sendo pilares básicos seu entendimento para garantir visibilidade as atuais circunstâncias de evolução das doenças 18.

Outra dimensão que foi bem apresentada nas palavras da nuvem foi o acolhimento como principal ferramenta na assistência à saúde em todos os níveis, o acolhimento implica quebra de barreiras sociais, escuta qualificada, construção de diálogo, participação individual e coletiva no processo de cuidar 19. Nos aspectos de operacionalização de trabalho, fragilidades emocionais, rede de suporte familiar ineficiente, demandas de território local, estratégia de programas de assistência domiciliar, comunicação e acolhimento prejudicados, a família apresenta-se como ferramenta crucial no processo de cuidar pelos enfermeiros20.  Compreensão de autonomia do sujeito, manifestação, validada, mediante oportunização de informações qualificadas, adequação e necessidade de enfrentamento de diagnóstico, profissionais, paciente e familiares se deparam sem a perspectiva de cura de doença, assegurar ao paciente a compreensão de suas vulnerabilidades, o ciclo natural da vida com entendimento de todo o processo de enfermidade 21.

CONCLUSÃO

O presente estudo identificou importantes desafios na implementação dos cuidados paliativos em Unidades de Pronto Atendimento do Sistema Único de Saúde, especialmente diante do envelhecimento populacional e do aumento das doenças crônicas. Os resultados evidenciaram lacunas no conhecimento técnico dos enfermeiros e uma compreensão ainda limitada sobre a abordagem integral dos cuidados paliativos, o que pode comprometer a qualidade da assistência prestada à pessoa idosa nesses serviços. Nesse contexto, destaca-se a necessidade de fortalecer a formação e a educação permanente dos profissionais de saúde, bem como ampliar a inserção do tema nos currículos de graduação e pós-graduação. Além disso, torna-se fundamental incentivar o desenvolvimento de protocolos assistenciais, diretrizes institucionais e políticas públicas que favoreçam a implementação dos cuidados paliativos na rede de urgência e emergência. Como limitação, ressalta-se que o estudo foi realizado em uma rede assistencial específica, o que pode restringir a generalização dos resultados. Ainda assim, os achados contribuem para ampliar o debate sobre a temática e subsidiar ações que promovam melhorias na assistência, garantindo cuidado mais humanizado, digno e adequado às necessidades da pessoa idosa em contexto de urgência.

REFERÊNCIAS

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