Opção de tratamento de câncer é ideal para estágio primário da doença e casos recorrentes

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A radioterapia intraoperatória também já está sendo utilizada para o tratamento de tumores de cérebro e de cabeça e pescoço

A radioterapia intraoperatória, disseminada mundialmente no tratamento de câncer de mama e de pele, já está sendo aplicada na terapia de outros tipos da doença, como de cérebro e de cabeça e pescoço. A Zeiss, empresa alemã líder no segmento de soluções médicas, após mais de uma década de estudos, é a responsável pelo desenvolvimento deste equipamento com tecnologia exclusiva – INTRABEAM® –, que já ajudou mais de quinze mil pacientes com cânceres em estágios iniciais em todo o mundo.

A tecnologia chegou ao Brasil em 2013 e está disponível e consolidada em grandes instituições de saúde, como o A.C.Camargo Cancer Center, centro integrado de diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer, considerado referência no país. A instituição já possui protocolos para a utilização do equipamento no tratamento de tumores cerebrais e na região da cabeça e do pescoço, além dos casos de mama, que são atendidos desde março de 2016, com mais de 40 pacientes beneficiadas pelo equipamento até o início de maio deste ano.

Antônio Cássio Pellizzon, radioterapeuta e diretor do Departamento de Radioterapia do A.C.Camargo, explica que o reaparecimento do tumor ou o surgimento de uma nova doença na área que já foi irradiada pode atingir até 50% dos pacientes tratados. “Para esses casos, uma nova dose de radiação externa pode gerar sérias complicações. Porém, quando utilizamos a radioterapia intraoperatória, os riscos são muito menores, pois é aplicada apenas no local a ser tratado.”

O médico explica que o INTRABEAM® oferece a possibilidade de um tratamento mais rápido, por ser realizado no momento da cirurgia, além de mais seguro e focado, uma vez que a radioterapia é direcionada no local onde o tumor foi retirado. “No caso das mamas, é extremamente conveniente para pacientes portadoras de cânceres em estágios iniciais, pois, na maioria das vezes, elimina o curso de radiação externa, que pode ser longo e diário, com duração variável de 3 a 6 semanas.”

Como funciona – O início do tratamento via INTRABEAM® é bastante similar a processos já consolidados: o cirurgião remove o tumor, mas completa o tratamento com a radiação local antes de fechar o corte. O aplicador do INTRABEAM® possui uma pequena esfera em seu extremo que é inserido no leito tumoral.

O diâmetro da esfera do aplicador é escolhido de acordo com o tamanho do tumor retirado e a abertura cirúrgica não sofre nenhum tipo de agressão no momento da aplicação. Depois de inserido o aplicador a radiação é administrada entre 20 e 45 minutos, ainda na sala de operações. “O uso do INTRABEAM®® na prática clínica, sua eficácia e segurança são reconhecidos internacionalmente, graças aos elevados graus de sucesso”, conclui o radioterapeuta.

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