Geriatra dá dicas para idosos e familiares se prevenirem da COVID-19

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Médico do Hospital de Transição Royal Care afirma que rotina de sono, atividade física, entre outras atividades diminuem as chances dos idosos serem contaminados pelo vírus

Já são mais de 7 milhões de casos confirmados de Covid-19 no Brasil. O grupo com maior risco de letalidade devido à pandemia são os idosos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a letalidade entre pessoas de 40 a 49 anos é de 0,4%. De 50 a 59, o risco sobe para 1,3%. Para idosos de 60 a 69 anos, as chances de letalidade aumentam para 3,6%. Entre 70 a 79 anos, é de 8%. Já entre idosos acima de 80 anos, o risco cresce para 14,8%.

O Dr.Gabriel Martins de Oliveira, Geriatra do Hospital de Transição Royal Care de São José dos Campos, listou algumas dicas que podem ajudar idosos e familiares a se prevenirem contra a COVID-19.

1 – Distanciamento social

É muito importante reforçar o distanciamento social e estar atento para não ficar próximo de qualquer pessoa. Outro ponto, também, é que os idosos devem utilizar máscaras cirúrgicas e não máscara de tricot, realizar a lavagem de mãos com muita frequência e fazer o uso do álcool em gel.

2 – Contato com parentes e amigos

O distanciamento social não significa isolamento emocional. É muito importante para o idoso que mantenha o contato, por chamada de vídeo, ligação de voz ou mensagens de texto com seus amigos e familiares para contar do dia, trocar experiências e até passar o tempo.

3 – Rotina de Sono

Estabeleça horários para dormir e acordar: a rotina do sono é fundamental para estabelecer e manter o nosso ritmo biológico. O nosso cérebro adora previsibilidade e essa rotina beneficia o nosso sistema.

Evite ficar o dia todo no quarto ou de pijama: levante, abra a janela do quarto, coloque uma roupa para passar o dia. Isso mostra ao seu cérebro que o dia começou e faz com que ele se prepare para as atividades programadas.

4 – Praticar Exercícios Físicos

A prática regular de exercícios físicos proporciona mobilidade, independência, autonomia e melhora o bem-estar biopsicosocial, além de reduzir os custos com tratamento de doenças e prevenir de eventos indesejados como as quedas.

Para praticar exercícios é importante tomar alguns cuidados, como, por exemplo, não deixar de realizar o aquecimento, esperar pelo menos duas horas de cada refeição antes da prática, monitorar a frequência cardíaca, a glicemia antes, durante e após o exercício, manter a hidratação, utilizar roupas e sapatos adequados e, ao sinal de qualquer sintoma, como tontura, falta de ar, náuseas e dor interromper o exercício imediatamente.

De acordo com Dr. Gabriel, se comparar o tempo apenas na posição sentado com a prática de exercícios regulares de intensidade moderada, conseguimos associar uma melhora na função imune tanto aguda (logo após) quanto crônica (ao longo do tempo) entre 18 e 67% a menos de chance de infecções, diminuição do estresse e ansiedade, principalmente os exercícios aeróbicos.

5 – Praticar Exercícios Mentais

Para distrair a cabeça, é importante praticar exercícios mentais, como, por exemplo, palavras-cruzadas, sudoku e leituras diárias.

A Fundação de Assistência à Saúde dos Estados Unidos recomenda o Sudoku para exercitar o cérebro, auxiliando o ganho de memória e aperfeiçoando as funções cognitivas. Para quem nunca jogou, o Sudoku se assemelha às palavras-cruzadas, mas utiliza números ao invés de letras. É um desafio de raciocínio lógico e requer a resolução de operações matemáticas elementares. Podemos encontrar esse jogo em jornais, revistas ou publicações especializadas vendidas em bancas e livrarias.

A leitura cotidiana exercita o cérebro e o ajuda na preservação da memória vocabular. Ler jornais, livros ou revistas auxilia a impulsionar a atividade mental. Um estudo conduzido pelo Dr. Yonas Geda, um neuropsiquiatra norte-americano, revelou que a prática de leitura pode prever futuras perdas de memória. O mesmo trabalho, publicado em 2009, mostrou que idosos que se interessam por jogos, trabalham com computadores ou fazem artesanato, como cerâmica, apresentam perdas de memória entre 30% e 50% menores quando comparados àqueles que não praticam essas atividades.
Fonte: Hospital Royal Care.
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