Estudo indica que diminuição do uso de corticoide em tratamento do câncer de mama pode beneficiar pacientes

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O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) está divulgando uma pesquisa realizada pelo departamento de Oncologia Clínica da entidade que resultou em mudança de abordagem no uso da Dexametasona em pacientes com câncer de mama. 

O estudo, publicado neste mês na revista norte-americana Supportive Care in Cancer,  contou com um grupo de 25 pacientes diagnosticadas com a doença e candidatas a quimioterapia com intuito curativo, informa o IBCC por meio da assessoria de imprensa. 

Segundo a instituição, ficou comprovado que a administração da Dexametasona apenas nas duas primeiras semanas do Paclitaxel, suspendendo a administração do medicamento da 3ª à 12ª semana, “não cursou com o aumento da incidência de reações alérgicas infusionais”. O trabalho foi orientado pela Dra. Ana Luísa de Castro Baccarin, preceptora da residência em Oncologia Clínica no IBCC, com os levantamentos conduzidos pelo residente Dr. Macilon Nonato Irene.

“Apesar de ser um estudo pequeno, traduziu-se em mudança de conduta na minha prática clínica. Habitualmente, as pacientes com câncer de mama fazendo quimioterapia semanal com Paclitaxel recebem Dexametasona (um corticoide), para evitar reações alérgicas, durante 12 semanas consecutivas. Nosso estudo mostra que administrar o corticoide apenas nas primeiras duas semanas é viável e seguro, desde que não haja reações infusionais nesse período”, afirma Dra. Ana Luísa na notícia do IBCC. 

A especialista explica que essa conduta pode ser considerada para as “pacientes em que a exposição prolongada aos corticoides é indesejável”, caso das diabéticas, obesas, portadoras de osteoporose, com distúrbios do sono ou alterações cognitivas. “Isso resulta em melhora da qualidade de vida”, conclui Dra. Ana Luísa. 

Leia a matéria original do IBCC em ibcc.org.br. 

FONTE: Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). Foto: ilustrativa/Can Stock Photo.

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