Estudantes de enfermagem da Faculdade Santo Agostinho de Montes Claros/MG elaboram caderneta como produto técnico-acadêmico

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Alex Junio Santos Dias, Débora Cristina Marques Antunes, Flaucyane Fonseca de Castro, Luara Victória de Souza Silva, Luís Gustavo Natalino Amorim, Prof. Patrick Leonardo Nogueira da Silva, Profª. Carolina dos Reis Alves, Profª. Rosana Franciele Botelho Ruas

Professores e alunos do curso de graduação em Enfermagem no Laboratório de Anatomia da Faculdade Santo Agostinho de Montes Claros (FASA). *Foto autorizada para divulgação.  

A insuficiência renal crônica (IRC) constitui uma condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar as suas funções básicas, sendo esta a de filtração, de modo a propiciar uma perda funcional lenta, progressiva e irreversível. Os rins são capazes de filtrar resíduos e excesso de líquido do sangue. À medida que eles falham, os resíduos se acumulam podendo gerar efeitos tóxicos para o organismo. A sintomatologia apresenta uma evolução lenta não sendo específicos da doença. Em algumas pessoas a doença é assintomática sendo diagnosticada por meio de exames laboratoriais. Estando a doença na fase crônica, torna-se necessário realizar todo o processo de filtragem do sangue com uma máquina (hemodiálise) ou fazer um transplante.

A enfermagem busca levar o devido conforto para o paciente renal crônico na expectativa de ofertar-lhe uma melhor qualidade de vida oportunizando tempo ao paciente até que haja a possibilidade do transplante renal e o paciente já não tenha mais a indicação da realização de hemodiálise tomando os devidos cuidados. Sabe-se que uma criança encontra-se mais susceptível e vulnerável às complicações da IRC quando comparado a um adulto. A fragilidade de uma criança repercute diretamente na família tendo em vista a sensação de impotência de um pai ou uma mãe em ver seus filhos sofrerem e não poder fazer nada para aliviar a dor. Na cabeça dos pais, eles preferem trocar de lugar com o filho do que vê-lo em uma situação de vulnerabilidade.

A medicina avançou muito, mas ainda tem seus limites tendo em vista os cuidados paliativos com paciente em fase crônica ou terminal de uma doença. No que tange o processo de cura destes pacientes e motivados pelos seguintes dizeres bíblicos encontrados em Coríntios 13:2 – “A fé move montanhas” –, muitos tentam se apegar à espiritualidade baseada na fé como forma de cura ou remissão da doença com vista nos cuidados em que a própria medicina não pode mais ofertar. As crenças, as rezas, a religiosidade, o otimismo na fé, dentre outros fatores, são fatores que contribuem para a recuperação de um paciente renal crônico, ainda mais sendo este uma criança.

Por meio disso, foi elaborada uma caderneta sobre a influência da espiritualidade no tratamento de crianças com IRC. Esta caderneta configura-se um produto técnico construída por acadêmicos do curso de graduação em Enfermagem da Faculdade de Saúde e Desenvolvimento Humano Santo Agostinho de Montes Claros (FASA/MOC). A idéia foi proposta mediante a um trabalho acadêmico da disciplina “Seminário Integrado”, o qual é supervisionado pela Profª. Ms. Rosana Franciele Botelho Ruas e compõe a grade curricular do 6º período. A construção baseou-se em reuniões para o planejamento e delegação das funções conforme cada subunidade da caderneta.

Portanto, a construção dessa caderneta repercute em um produto técnico inovador o qual trará um impacto social positivo abordando informações capazes de melhorar a qualidade de vida da criança portadora de IRC, bem como de sua família. A caderneta enfatiza a definição da IRC, prevenção, aspectos sobre a espiritualidade e sua influência no tratamento da IRC, os cuidados de enfermagem que devem ser ofertados ao portador da doença, o diagnóstico, o tratamento, o exame físico e as escalas de dor e temperatura na criança.

 

Para acessar o material, clique aqui.

 

Fonte: Alex Junio Santos Dias, Débora Cristina Marques Antunes, Flaucyane Fonseca de Castro, Luara Victória de Souza Silva e Luís Gustavo Natalino Amorim (Discentes FASA/MOC); Patrick Leonardo Nogueira da Silva (Mestrando pelo PPGCPS/UNIMONTES); Carolina dos Reis Alves e Rosana Franciele Botelho Ruas (Docente FASA/MOC).

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