Dia das Mães: 57% fazem cesarianas no Brasil enquanto OMS recomenda 15%

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Neste mês de maio, o Dia das Mães (8) e o Dia da Saúde da Mulher e da redução da mortalidade materna (28) nos incentivam a discutir um tema muito importante: os diferentes tipos de parto no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país ocupa a segunda posição no mundo em número de cesarianas, pois 57% das crianças nascem por meio do procedimento. De acordo com a Organização, a média mundial de cesarianas está em 30%, mas o ideal seria que esse número estivesse entre 10% e 15%, porque o procedimento só é recomendado em casos específicos e pode trazer alguns riscos para a saúde da mãe e do bebê.
Entenda:

Mulher Segurando A Barriguinha Do Bebê

A Cesárea

Trata-se de uma incisão cirúrgica feita no abdômen da mãe de forma indolor (por causa da anestesia) para a retirada do bebê. Entre suas vantagens está a possibilidade de escolher o momento do nascimento, além do conforto e praticidade para a gestante. No entanto, por se tratar de uma cirurgia, o procedimento pode trazer reações como hemorragias, trombose dos membros inferiores e alergias, como também, um tempo de recuperação mais longo.
O Parto Normal

Dar a luz de forma natural traz benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. Para a mãe, a recuperação é mais rápida e com menos riscos de complicações pós-parto. O processo natural é benéfico para o vínculo entre mãe e filho, pois as contrações liberam a ocitocina e o aumento da produção de leite acontece mais rapidamente. Para o bebê, o parto normal contribui para um melhor desenvolvimento do sistema imunológico e menos chances de desenvolver doenças respiratórias.

O parto normal também pode ter contraindicações caso sejam detectados pelo médico riscos para a mãe ou para o bebê. São casos onde há alguma anormalidade com a placenta ou útero que podem levar ao sofrimento materno ou fetal, quando a mãe tem problemas de hipertensão e quando não há contração nas últimas semanas de gestação.

Porém, de acordo com um levantamento do Ministério da Saúde, 42% das cesarianas que acontecem no Brasil são marcadas com antecedência e em pelo menos 14% dos casos, a cesárea é uma opção da mãe, por se tratar de um procedimento indolor e por ser mais conveniente.

Para a Dra. Karina Santos, médica de família na Sami — operadora de saúde de São Paulo, o medo é um dos principais motivos para uma mulher querer um parto prático e indolor, mesmo que gere consequências. Por isso o parto humanizado é um modelo que precisa ser trabalhado com as gestantes.

O parto humanizado é um procedimento onde a mulher escolhe desde o local de preferência para o nascimento do bebê, com menos métodos invasivos e condutas desnecessárias, evitando possíveis traumas decorrentes da violência obstétrica para a mãe e para o bebê.

Para a Dra Karina, a mulher tem que expor o que deseja para o parto e o médico deve sinalizar a melhor opção, considerando a saúde dela e do bebê. “O que acontece hoje é que o médico quer realizar o procedimento da forma mais rápida possível e muitas vezes desconsidera a vontade do paciente”, aponta.

Na Sami, a atenção primária permite que a equipe médica participe mais do dia-a-dia da gestante: “O time de saúde fica mais próximo do paciente do que em modelos convencionais. Com isso, nós conseguimos tirar mais dúvidas e aconselhar a gestante sobre questões como alimentação saudável e atividades físicas ideais para o período de gestação. A visão geral da paciente abre caminhos para que a gente consiga elaborar um plano de parto junto com a mãe e após a criança nascer, o mesmo médico da família continua cuidando do bebê. Criar esse laço e essa ligação é um dos propósitos que temos aqui na Sami”, conclui a Dra Karina.

Por: NR7 / Foto Ilustrativa: Pexels

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